ABRH Brasil

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O mercado de trabalho do Paraná, assim como o de outros estados do Brasil, foi afetado pela crise financeira que atingiu o país nos últimos anos. No entanto, o cenário econômico e de gestão de pessoas como um todo apresentou melhoras significativas, o que pode ser observado através do 10° Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos, uma parceria entre a Bachmann & Associados (B&A) e a ABRH-PR.

O estudo apresenta os resultados de 12 indicadores de RH de empresas paranaenses em 2017, dentre eles Absenteísmo, Rotatividade, Treinamento, Igualdade de Gênero, Terceirização, Horas Extras e Escolaridade. A 10ª edição contou com a participação de 156 organizações do estado, em universo de 140 mil empregados. Com intenção de garantir a comparabilidade dos resultados apresentados, foram utilizados indicadores padronizados e validados por profissionais da ABRH-PR.

Para Dórian Bachmann, coordenador do estudo, a edição deste ano chama atenção pelos bons resultados. “É inquestionável a melhora nos números obtidos na gestão de pessoas no Paraná, refletindo o trabalho dedicado e competente dos profissionais de RH, apesar da crise. Particularmente importante foi a redução na Rotatividade, a menor dos últimos oito anos, pelo impacto que traz no trabalho do RH e nos custos das empresas”, destaca.

Segundo ele, outro ponto a ser destacado é que a diversidade de desempenho das organizações revela que ainda há espaço para melhorias em muitas das empresas.

Abaixo, é possível conferir um resumo dos principais resultados:

ROTATIVIDADE
A rotatividade média anual da amostra foi de 26,6%, resultado mais baixo nos últimos oito anos. Em 2017, 7,3% dos empregados pediram demissão. A maior quantidade de insatisfeitos estava no comércio onde, apesar do mercado de trabalho ainda se apresentar bem restrito, um em cada dez empregados pediu para sair.

RETENÇÃO 90 DIAS
A Retenção 90 dias média foi de 89,1%, um pouco melhor que em 2016 e bastante superior ao padrão histórico de pouco mais de 80%, mostrando avanço na qualidade dos processos de recrutamento e seleção. Ainda assim, em média, um em cada 10 empregados do estado não termina o período de experiência.

ABSENTEÍSMO
O absenteísmo médio se manteve no mesmo nível do ano anterior (2,0%). Mas os resultados variam bastante conforme o segmento de negócio. Chama a atenção o elevado absenteísmo no setor público (3,4%).

HORAS EXTRAS PAGAS
O volume de horas extras pagas pode ser considerado bom tanto pelo valor absoluto (2,7%) quanto pela melhora, se observados os resultados de um período mais longo. Sem dúvida, o resultado reflete uma gestão de custos mais cuidadosa por parte das empresas.

TERCEIRIZAÇÃO
A série histórica indica um crescimento da terceirização nos últimos três anos, retornando agora ao patamar de 2012. Nessa forte recessão houve enxugamento das equipes e os primeiros a serem dispensados foram, na maior parte das vezes, os terceirizados e a mão de obra temporária. Na média, 10% dos colaboradores das empresas paranaenses são de profissionais terceirizados. Destaca-se a terceirização na administração pública, superior a um quarto dos trabalhadores (26,3%).

TREINAMENTO
O investimento em treinamento em 2017 correspondeu, em média, a 1,3% do tempo total trabalhado (aproximadamente 35 horas por empregado no ano). Esse resultado é um pouco melhor que o do ano anterior (1,1%). Chama a atenção o baixo esforço de treinamento feito pelo comércio, em que apenas 0,6% do tempo foi usado na capacitação das equipes.

IGUALDADE DE GÊNERO
A participação feminina na força de trabalho, embora lentamente, continua crescendo. Em 2017 alcançou 43%, o maior valor da série histórica.

TAXA DE ACIDENTES
Depois de um período de estabilidade, a Taxa de Frequência de Acidentes com Afastamento (TFCA) está baixando. Embora 44 organizações (30% da amostra) não tenham reportado qualquer acidente com afastamento, a TFCA média da amostra foi de 6,88 acidentados por milhão de horas trabalhadas. Este valor é o melhor da série histórica e deve ser comemorado como um avanço importante, embora ainda em um patamar inaceitável.

O relatório completo pode ser baixado gratuitamente no site  www.indicadoresrh.com.br. As empresas que desejarem comparar seus resultados podem fazer login no site e, após fornecerem seus dados, solicitar um relatório comparativo. Para proteção das empresas participantes, os resultados mostrados não são identificados, mas cada uma das empresas pode conhecer a sua posição em relação às outras.

Imagem: Pete Linforth/Pixabay