Estudo da Up Brasil aponta reconhecimento profissional como principal fonte de bem-estar nas empresas

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Por Mariana Cerone, CMO da Up Brasil

O que realmente define bem-estar dentro das empresas?

Para responder a essa pergunta, a Up Brasil ouviu ****1.236 profissionais em diferentes regiões, funções, idades e níveis de escolaridade. O estudo “Bem-estar Corporativo 2025” revelou uma transformação profunda na forma como os brasileiros enxergam o cuidado no trabalho.

A principal descoberta foi clara. Para 52,1% dos entrevistados, o fator número um de bem-estar é o reconhecimento. Já a alimentação saudável, tradicionalmente associada à qualidade de vida corporativa, apareceu em segundo lugar, com 33,8%.

Esse dados não desqualificam os benefícios, que seguem sendo fundamentais para a maioria dos trabalhadores. Os números mostram que benefícios e reconhecimento caminham melhor juntos. Ou seja, políticas só se transformam em pertencimento quando cada colaborador sente que sua entrega tem valor.

O abismo entre intenção e percepção

A pesquisa também revelou uma diferença marcante entre a visão do RH e a percepção dos trabalhadores. Entre profissionais de Recursos Humanos, 85% acreditam que suas empresas possuem programas estruturados de bem-estar. Já entre os colaboradores, apenas 45% confirmam essa percepção.

Além disso, 29,7% dos profissionais afirmaram não saber onde suas empresas investem em bem-estar. O dado mostra que o problema não é apenas financeiro, mas também de comunicação e clareza. Como destacou nosso CEO, Thomas Pillet: “É como se falássemos idiomas diferentes dentro da mesma organização. Investimos, mas se ninguém enxerga, o resultado não acontece.”

Quando os números quebram mitos

Ao observarmos os diferentes perfis, a pesquisa revelou descobertas que desafiam estereótipos tradicionais do mercado de trabalho.

  • 71,4% dos executivos valorizam reconhecimento, contra 48,2% dos operacionais.
  • 57,7% dos homens destacaram o reconhecimento como prioridade, ante 52,9% das mulheres.
  • Entre os mais velhos, 56,8% dos profissionais com mais de 55 anos valorizam reconhecimento, contra 51% dos jovens com menos de 25 anos.
  • O nível de escolaridade também influencia: 71,4% dos que têm mestrado ou doutorado priorizam o reconhecimento, ante 42,3% entre os que têm ensino fundamental.
  • Regionalmente, o Nordeste lidera com 53,9%, seguido de perto pelo Sudeste (53,2%). O Centro-Oeste registrou o menor índice, com 46,4%.

Esses recortes mostram que o reconhecimento é uma necessidade transversal, mas com intensidades distintas de acordo com idade, gênero, hierarquia, formação e região.

Os números quebram estereótipos enraizados no mercado. Líderes também precisam ser reconhecidos! Profissionais seniores não se tornam indiferentes com o tempo. Reconhecimento é um valor que atravessa gerações, gêneros e funções.

As diferenças regionais também chamaram atenção. O Nordeste, por exemplo, apareceu com índice ligeiramente superior ao do Sudeste na valorização do reconhecimento.

Já o Centro-Oeste registrou o menor percentual. Ou seja, pequenas variações que revelam a influência da cultura local e lembram que não existe uma única forma de olhar para o bem-estar.

Um novo conceito de bem-estar

Talvez o ponto mais revelador tenha sido a redefinição do próprio conceito de bem-estar. Solicitados para definir o termo com suas próprias palavras a maioria dos participantes associou à dimensão emocional.

Respeito, tranquilidade, propósito: foram as palavras mais citadas. A saúde física apareceu, em proporção muito menor. Somente 3,5% dos entrevistados fizerem essa associação.

Em contrapartida, 11,6% falaram de aspectos emocionais, como equilíbrio e propósito, e 8,9% mencionaram diretamente respeito e reconhecimento.

Programas de saúde, alimentação e qualidade de vida seguem essenciais, mas insuficientes. Esse resultado nos obriga a repensar a forma como estruturamos programas de bem-estar nas organizações.

O que sustenta o engajamento entre empresas e colaboradores é a sensação de ser ouvido, respeitado e reconhecido.

Na Up Brasil, acreditamos que esses dados, mais que números, sejam um chamado à ação. Benefícios não podem ser estáticos, porque o trabalho não é.

Criamos o primeiro cartão de bem-estar do Brasil para refletir essa mudança: transformar benefícios em experiências que unem incentivo e reconhecimento. Queremos estar na vanguarda dessa mudança que passou a permear de forma tão contundente a mentalidade do mercado de trabalho.
Nosso estudo recomenda para líderes e profissionais de RH encarar o reconhecimento como estratégia, o elo que conecta programas de benefícios à vida real, transforma políticas em pertencimento e iniciativas em engajamento.

Como diz Thomas Pillet “Trabalhar também é viver e viver também é trabalhar”. É com essa certeza que seguimos adiante para transformar a experiência em bem-estar verdadeiro para todos.

Por: ABRH Brasil

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