Você se lembra de agosto de 2025? Cinquenta mil profissionais de RH. Três dias de imersão. E, no Palco 2 do São Paulo Expo, uma pergunta que ninguém conseguia responder com segurança: como fazer cinco gerações trabalharem juntas sem que o ambiente vire uma bomba-relógio?
Carolina Duque, Livia Simões e Thalita Gelenske subiram ao palco para conduzir uma das palestras mais comentadas do CONARH 2025: “Reequilibrando a Força de Trabalho: Como Integrar as Multigerações nas Empresas”. O título era direto. O desafio, imenso.
Pela primeira vez na história, cinco gerações dividem o mesmo ambiente de trabalho:
- Baby boomers
- Geração X
- Millennials
- Geração Z
- E os primeiros representantes da Geração Alpha
Ampla diversidade etária. Cinco formas de enxergar carreira, sucesso e propósito. E uma certeza que o tema do CONARH 2025 “Potencializando Conexões” já deixava clara: o maior desafio do RH contemporâneo não é tecnológico. É humano.
O mosaico que desafia a gestão
O cenário é inédito e irreversível. A expectativa de vida cresceu, a aposentadoria foi adiada, e o mercado de trabalho brasileiro se tornou o mais diverso em faixas etárias da história. Mas a diversidade disponível nem sempre se reflete dentro das empresas. Muitas organizações ainda temem o que não sabem administrar: o atrito entre quem cresceu discando telefone e quem nunca viu um orelhão.
Os números confirmam a tensão:
- 76% dos gestores apontam a Geração Z como o principal desafio de gestão de pessoas (GPTW).
- 47% dos profissionais dessa geração pensam em pedir demissão nos próximos seis meses (ManpowerGroup).
- 68% das empresas admitem ter dificuldades para engajá-los.
O problema não está só nos mais novos. Está no encontro. Está na sala de reunião onde um gestor de 55 anos não entende por que o estagiário de 22 quer home office e o estagiário não compreende por que precisa estar presencialmente em uma reunião que poderia ser um e-mail.
Os caminhos que o CONARH 2025 apontou
A palestra não ofereceu fórmulas mágicas, mas apontou caminhos concretos:
- Primeiro: parar de tratar as gerações como blocos monolíticos. Cada pessoa é um indivíduo não um estereótipo ambulante de sua faixa etária.
- Segundo: Mentoria reversa: Jovens ensinam fluência digital; veteranos compartilham visão estratégica. A combinação cria um equilíbrio valioso entre inovação e experiência.
- Terceiro: Criar espaços seguros para diálogos: Empresas como Serasa Experian e Bradesco Seguros já apostam em grupos de afinidade geracional para que as diferenças virem aprendizado.
O futuro já tem cinco gerações na sala
O CONARH 2025 antecipou a conversa antes que ela virasse crise. Foi alerta, foi mapa, foi roteiro. A ABRH Brasil sinalizava o óbvio: o desafio não é tecnológico. É humano.
A convivência multigeracional não é tendência passageira. É a nova realidade. A Geração Alpha já está entrando no mercado. Em breve, serão seis gerações dividindo a mesma sala, o mesmo projeto, a mesma meta.
A pergunta que cada líder de RH precisa se fazer é direta: sua empresa está pronta para isso?
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