A saúde mental é um dos grandes desafios para o futuro do trabalho. Em um cenário de transformações sociais, tecnológicas e culturais, compreender o que afeta o bem-estar das pessoas e como as organizações podem contribuir para ambientes mais saudáveis é fundamental para a gestão de pessoas.
Esse foi o ponto de partida da sexta edição do Fórum de Saúde Mental da ABRH Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos), realizada em 22 de outubro, com o tema “Saúde Mental 2030, Estamos preparados? Pessoas, trabalho e tecnologia em transformação”. O evento on-line e gratuito teve cerca de 4 mil inscritos e promoveu discussões sobre os desafios que conectam saúde, relações humanas e mundo do trabalho.
Na abertura, Leyla Nascimento, presidente da Diretoria Executiva da ABRH Brasil, destacou que a saúde é uma das prioridades da entidade e precisa estar presente nas estratégias das organizações. “A saúde para nós da ABRH Brasil é um pilar superimportante que está dentro das nossas prioridades”, afirmou.
A reflexão também passa pela compreensão de que qualidade de vida e qualidade do trabalho estão diretamente relacionadas. Por isso, falar sobre saúde mental exige olhar para as pessoas de forma integral e reconhecer a importância de condições de trabalho que favoreçam o bem-estar.
Um olhar para o presente e o futuro
Para Luiz Edmundo Rosa, diretor de Saúde e Bem-Estar da ABRH Brasil e coordenador do comitê organizador do Fórum, a programação foi construída a partir da análise de tendências e experiências do Brasil e do exterior. A proposta foi conectar as discussões aos desafios atuais e às perspectivas para os próximos anos.
“O mais importante é que procuramos sintonizar o Fórum com os desafios da saúde mental que o Brasil está enfrentando, e ele tem uma perspectiva de olhar o futuro até 2030”, destacou.
A programação contemplou diferentes perspectivas sobre o tema, começando pelo panorama “Saúde Mental 2030: estamos preparados?”, conduzido pelo comitê organizador, e seguindo com o debate “Zeitgeist: o espírito de nosso tempo”, com a filósofa Viviane Mosé. Também estiveram em pauta a presença da saúde mental na cultura organizacional, o papel dos CEOs na promoção do bem-estar, a experiência do A.C. Camargo Cancer Center, a relação entre recursos humanos e inteligência artificial e os impactos do endividamento sobre o sofrimento mental. O encontro incluiu ainda uma discussão sobre dados e pesquisas em saúde mental e foi encerrado com o painel “Empresa, a paideia moderna?”, com o filósofo Mario Sergio Cortella e Eugênio Mussak, além de uma apresentação interativa de Os Mentalistas, dupla formada por Beto Parro e Rafa Moritz.
Ao reunir diferentes perspectivas, o Fórum ampliou a discussão sobre os fatores que influenciam o bem-estar emocional, considerando aspectos culturais, econômicos, tecnológicos e organizacionais que atravessam a vida profissional e pessoal.
Saúde mental como parte da gestão de pessoas
As discussões do Fórum reforçam a importância de manter a saúde mental no centro das conversas sobre liderança e gestão de pessoas. Mais do que uma pauta pontual, o tema exige atenção contínua às necessidades dos profissionais e reflexão sobre como a cultura, as relações e as práticas de trabalho influenciam o bem-estar.
Ao promover espaços de diálogo e compartilhamento de experiências, a ABRH Brasil contribui para ampliar o acesso ao conhecimento e estimular as organizações a olhar para a saúde mental como parte fundamental do presente e do futuro do trabalho.
A sexta edição do Fórum contou com o patrocínio da CNC, por meio do Sesc e do Senac, e da NTT DATA, além da parceria da ICOM e da EqualWeb, de acessibilidade digital.